"Perto da janela escuto o barulho do vento. Fico emocionado com os sons da natureza, acalma meu coração. A cada dia penso na vida como uma dádiva e celebro com prazer os amigos que tenho, as pequenas alegrias e as coisas simples , mas compartilhadas. Debruço-me diante da grandeza desse imenso céu sem limites. Amo a natureza com seus mistérios insondáveis e sua simplicidade estonteante. Fotografo com os olhos e respiro o frescor das manhãs de primavera. Devaneio!" (Regina Barros Leal)
Há pessoas que nos falam e nem as escutamos, há pessoas que nos ferem e nem cicatrizes deixam mas há pessoas que simplesmente aparecem em nossas vidas e nos marcam para sempre. Cecília Meireles
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domingo, 13 de novembro de 2011
"Perto da janela escuto o barulho do vento. Fico emocionado com os sons da natureza, acalma meu coração. A cada dia penso na vida como uma dádiva e celebro com prazer os amigos que tenho, as pequenas alegrias e as coisas simples , mas compartilhadas. Debruço-me diante da grandeza desse imenso céu sem limites. Amo a natureza com seus mistérios insondáveis e sua simplicidade estonteante. Fotografo com os olhos e respiro o frescor das manhãs de primavera. Devaneio!" (Regina Barros Leal)
familia
Família!Para pensar!
Só uma reflexão. Quando eu era criança a noção de família era bem diferente. Família não eram só os pais e os irmãos, era muito mais extensiva: tios, tias, sobrinhos, bisavós, primos, avós, até amigos mais próximos eram considerados nossa família. Hoje fico a pensar: onde estão esse valores do alargamento familiar. Parece que diminuíram. Os passeios estão no umbigo da familia nuclear. Se bastam.
Está inclusive na moda os passeios entre os mesmos. Passam o Natal entre eles, nas datas comemorativas se divertem entre eles mesmos, nos rituais familiares então, é evidente a exclusão dos outros. Poucos se visitam. Onde estão as grandes festas familiares, fora o casamento e enterro? Onde estão os guisados das crianças em que os adultos eram convidados, as visitas aos parentes, as festas juninas, os aniversários em família?Todos eram convidados. Talvez pelo custo? Ou pela ausência dos vínculos que só se fortalecem na convivência? Conheço algumas que persistem nesse modelo alargado, na união, no coletivo, na integração. Exulto quando conheço famílias que conservam esses valores. Não gosto do individualismo exacerbado, os rituais fechados, os guetos, as panelinhas. Tudo isso, na minha visão, é empobrecedor. Já cai nessa armadilha atual. Luto hoje contra ela, como educadora que sou. Até nas simples equipes na universidade,no trabalho, na Igreja, podemos questionar, enfim é só para pensar. Deus nos ensinou : amar o próximo como a ti mesmo. Sabedoria divina
Hoje
Regina Barros Leal
Hoje estou pensando em rosas brancas.Lembrei-me do meu casamento .Rosas brancas na igreja. O vestido branco, as toalhas das mesas do buffet eram brancas, rendadas. Fino trato. E meus lençóis de cama?Também eram brancos. Parece que foi ontem! Hoje, o passado , o presente e o futuro se entrelaçam. Não perdi , também, o hábito saudável de sonhar. Abro fendas no tempo, em suas outras dimensões e a
ndo pelas ruelas das loucas fantasias! Caminho firme nos labirintos das quimeras, encontro muitas emoções. Percorro o trajeto de volta e revejo a infância, a adolescência rebelde, a bela juventude, as tertúlias, os carnavais. Sorrio com as estrelas ressurgentes no percurso. Evito a aflição do medo de não encontrar a noiva vestida de branco. Mas ela estava lá, radiante. Já se foram alguns anos, claro que muita água rolou debaixo da ponte. Contingências. Revejo o meu véu de noiva e o acho encantador. Passou. E ai, o que fazer? Recordar. Eu tenho essa mania
Para pensar
A utilização das redes sociais tem mudado o cenário das relações humanas, das organizações, das instituições de uma maneira geral. Anúncios, postagens em facebook, youtube,e compras coletivas, propagandas e todas as ferramentas oferecidas criaram um mundo novo inigualável. É abismal a diferença na área de comunicação com o avanço das navas tecnologias de comunicação e informação. Computadores, notebooks, iPad. iPod, iPhone e muitos outros equipamentos trouxeram, para bem perto, por meio desse universo comunicacional, a possibilidade de criar e contribuir com o novo, revisitando outros cenários.Jovens, crianças, adultos se expressam de um jeito diferente, mais ousado, mais intimista até. Este encontro inter- geracional e geracional tem criado um clima de aquecimento emocional que , na maioria das vezes, motiva a participação nas redes sociais. Pasmem!As pessoas dormem tarde, acordam cedo e postam no facebook, no orkut, mandam e-mails, enfim, navegam pelo incomensurável paraíso da comunicação virtual. Estou entre elas e gosto muito deste modo de dizer bom dia aos outros que estão distantes de uma maneira divertida e poética, quando assim desejo. Mas nem tudo é perfeito! É questionável o uso exacerbado dessas ferramentas. O presencial familiar com seus rituais, é que , segundo dados e depoimentos, podem ser fragilizados. É necessário preservar o convívio, os almoços em família, os passeios coletivos, as festas de aniversários entre os familiares, as visitas aos parentes, aos avós, enfim, manter a relação de proximidade a salvo.
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
gansos
O SENTIDO DOS GANSOS
No outono, quando se vê bandos de gansos voando rumo ao sul, formando um grande “v” no céu, indaga-se o que a ciência já descobriu sobre o porquê de voarem desta forma. Sabe-se que quando cada ave bate as asas, move o ar para cima, ajudando a sustentar a ave imediatamente de trás. Ao voar em forma de “v”, o bando se beneficia de pelo menos 71% a mais de força de vôo do que uma ave voando sozinha.
Pessoas que têm a mesma direção e sentido de comunidade
podem atingir seus objetivos de forma mais rápida e fácil,
pois viajam beneficiando-se de um impulso mútuo.
Sempre que um ganso sai do bando, sente subitamente o esforço e a resistência necessários para continuar voando sozinho. Rapidamente, ele entra outra vez em formação para aproveitar o deslocamento de ar provocado pela ave que voa imediatamente à sua frente.
Se tivéssemos o mesmo sentido dos gansos manter-nos-íamos
em formação com os que lideram o caminho para onde
também desejamos seguir.
Quando o ganso líder se cansa, ele muda de posição dentro da formação e outro ganso assume a liderança.
Vale a pena nos revezarmos em tarefas difíceis, e isto serve tanto para as pessoas quantos para os gansos que voam rumo ao Sul.
Os gansos de trás gritam, encorajando os da frente para manterem a velocidade.
Que mensagem passamos quando gritamos de trás?
Finalmente, quando um ganso fica doente, ou é ferido por um tiro e cai, dois gansos saem da formação e o acompanham para ajudá-lo e protegê-lo. Ficam com ele até que consiga voar novamente, ou até que morra. Só então levantam vôos sozinhos ou em outra formação a fim de alcançar seu bando.
Se tivéssemos o sentido dos gansos
também ficaríamos um ao lado do outro assim
Minha noite
Regina Barros Leal
Perdida na substância do medo quedo-me diante da dor
Tento romper o invólucro dos meus pensamentos em desalinho
Busco me alcançar e rasgo pedaços de mim em busca da inteira razão
E descubro-me noite abissal da solidão humana
A depressão me veste em sua forma insensível, avassaladora e desesperante
Não encontro saída no insensato desespero
Minha alma despedaça-se pelo esforço da busca de mim mesma
Temo a vastidão infinda do desamor
Encontro-me em regiões desérticas, ressequidas e sem cor
Um pranto sem fim
Remédios, copos vazios, cabeceira desarrumada e meu pente em desuso.
E a dor penetra lancinante no meu corpo já exaurido
Madrugada a dentro enrosco-me em pensamentos delirantes
Encontro a escuridão dos tempos e a dor n’alma
Onde estão as rosas que enternecem e os amores que me preenchem?
E o perfume das tâmaras distantes? O sorriso da criança? Os beijos dos amantes?
Movida por algo indecifrável ainda consigo abrir a janela do quarto
Esforço desmesurado.
É dia
O sol banha meus cabelos brancos despenteados
A manhã nasce exalando o perfume das rosas do jardim bem cuidado
Na mesa de cabeceira, os vestígios...
Será que um dia cantarei a melodia dos anjos?
Quimera
Quimera

Regina Barros Leal
Subo arrojada em seu dorso brilhante
Seguro firme nas rédeas de minha fantasia
Audaciosa, cavalgo confiante pelos campos distantes
Soberbo, rugindo e sacudindo a crina corre pela estrada aberta das minhas ilusões
Na cavalgada alucinante busco as estrelas e tocando-as descubro minha alma em êxtase
Eufórica, vejo as nuvens pairando no céu de meus desejos
Atravesso os tempos e a ancestral visão do passado me atordoa por segundos
Respiro sorvendo o ar que enche meus pulmões de energia inebriante
Na impetuosa aventura vou cortando os céus de minhas quimeras
Abro fendas no tempo enfrentando as tormentas do medo
Seguro as rédeas do meu sonho para não cair no precipício da alucinação
O vácuo, a leveza do corpo me entontece.
Doce sensação de liberdade!
Sorvo o vinho paradisíaco da magia do passeio encantador
Estou em paz e tudo se harmoniza
Acordo em sobressalto com o barulho dos ventos de verão
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Fantasia

Deito-me
Banho-me na cachoeira de meus sonhos
Debruço-me no chão de minhas paixões extravagantes
Meu cabelo molhado tem cheiro de primavera
Sorrio com o vôo das borboletas
Alegro-me com o andar suave das garças que passeiam no meu paraíso
O verde da grama em que piso lembra o tapete mágico das estórias infantis
Deito-me e olho para o céu de minha imaginação
Vejo nuvens e lá está o dragão encantado e a ovelha fujona
Fecho os olhos e sinto-me perto do mundo encantado das fadas
Doce fantasia!
Árvores enormes protegem do vento forte
Delicio-me com a paisagem indecifrável de minhas ilusões
Toco as rosas, enrosco-me nos galhos dos eucaliptos e sorrio com o vento.
Ah! Quem me dera poder eternizar esse momento de doce magia.
Fantasia
Regina Barros Leal
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Quem sou eu
- REGINA EM VERSO E PROSA
- Fortaleza, Ce, Brazil
- Sou uma jovem senhora que gosta de olhar o mundo de um jeito diferente, buscando encontrar o indecifrável, o indescritível, o inusitado, bem como as coisas simples e belas da vida.